Caio nesses olhos apáticos, Caio nesse hipnótico abraço, Desta viagem entre flores plásticas, E coloridas manhãs de aço ...
quarta-feira, junho 29, 2005
terça-feira, junho 28, 2005
And Now...For something completely different
There are Jews in the world,
there are Buddhists,
There are Hindus and Mormons and then,
There are those that follow Mohammed,
But I've never been one of them...
I'm a Roman Catholic,
and have been since the day I was born,
And the one thing they say about Catholics,
Is they'll take you as soon as you're warm...
You don't have to be a six-footer,
You don't have to have a great brain,
You don't have to have any clothes on -
You're a Catholic the moment dad came...
because...
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Let the heathen spill theirs,
on the dusty ground,
God shall make them pay for each sperm that can't be found
Every sperm is wanted,
every sperm is good,
Every sperm is needed in your neighbourhood.
Hindu, Taoist, Mormon,
Spill theirs just anywhere,
But God loves those who treat their Semen with more care.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Every sperm is sacred,
Every sperm is good,
Every sperm is needed,
In your neighbourhood.
Every sperm is useful,
every sperm is fine,
God needs everybody's,
Mine And mine And mine Let the Pagan spill theirs,
O'er mountain, hill and plain,
God shall strike them down for Each sperm that's spilt in vain.
Every sperm is sacred,
every sperm is good,
Every sperm is needed in your neighbourhood.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
there are Buddhists,
There are Hindus and Mormons and then,
There are those that follow Mohammed,
But I've never been one of them...
I'm a Roman Catholic,
and have been since the day I was born,
And the one thing they say about Catholics,
Is they'll take you as soon as you're warm...
You don't have to be a six-footer,
You don't have to have a great brain,
You don't have to have any clothes on -
You're a Catholic the moment dad came...
because...
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Let the heathen spill theirs,
on the dusty ground,
God shall make them pay for each sperm that can't be found
Every sperm is wanted,
every sperm is good,
Every sperm is needed in your neighbourhood.
Hindu, Taoist, Mormon,
Spill theirs just anywhere,
But God loves those who treat their Semen with more care.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
Every sperm is sacred,
Every sperm is good,
Every sperm is needed,
In your neighbourhood.
Every sperm is useful,
every sperm is fine,
God needs everybody's,
Mine And mine And mine Let the Pagan spill theirs,
O'er mountain, hill and plain,
God shall strike them down for Each sperm that's spilt in vain.
Every sperm is sacred,
every sperm is good,
Every sperm is needed in your neighbourhood.
Every sperm is sacred,
every sperm is great,
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
terça-feira, junho 21, 2005
O Consultor Instantâneo, 1
Dicas para alguém parecer um consultor credível:
1. Utilizar uma média de três palavras em Inglês por cada 17 palavras proferidas.
Este rácio deverá ser corrigido por dois factores:
a) O grau de impressionabilidade do interlocutor (1-1,5)
b) O grau de desespero associado à resposta (1-1,5).
Assim o npi (número de palavras em Inglês) será calculado da seguinte fórmula:
npi = ( a x b x 3/17 ) x 100
Nota: Também é válida a utilização de Anglicismos inventados no momento.
Exemplos de frases a utilizar regularmente:
"...mas, não podemos jeopardizar essa questão..."
"...nesse caso, temos que flatar a BOM..."
"...devemos dar empowerment, uma vez que o Business Case assim o demonstrou e apesar de não cumprirmos esse milestone, obviamente que isso vai afectar o vosso P&L..."
(Esta última utilizar de forma comedida...)
1. Utilizar uma média de três palavras em Inglês por cada 17 palavras proferidas.
Este rácio deverá ser corrigido por dois factores:
a) O grau de impressionabilidade do interlocutor (1-1,5)
b) O grau de desespero associado à resposta (1-1,5).
Assim o npi (número de palavras em Inglês) será calculado da seguinte fórmula:
npi = ( a x b x 3/17 ) x 100
Nota: Também é válida a utilização de Anglicismos inventados no momento.
Exemplos de frases a utilizar regularmente:
"...mas, não podemos jeopardizar essa questão..."
"...nesse caso, temos que flatar a BOM..."
"...devemos dar empowerment, uma vez que o Business Case assim o demonstrou e apesar de não cumprirmos esse milestone, obviamente que isso vai afectar o vosso P&L..."
(Esta última utilizar de forma comedida...)
Dia de Domingo (Versão Fado do Consultor dedicada ao utilizador de sistema anónimo)
Eu preciso machacar,
Martelar de qualquer jeito,
Prá'certar e consertar
A cagada que cê tem feito.
Eu preciso descobrir
a encomenda sem sentido,
e na pele vou sentir
a emoção de estar contigo.
Ver o dia a amanhecê,
Por detrás do meu PC,
Mesmo que seja Domingo.
Refrão:
Faz de conta que ainda é Sexta,
Tudo on-going é a nossa ilusão.
Faz de conta que ainda é Sexta,
Ignorar o erro naquela sessão.
Martelar de qualquer jeito,
Prá'certar e consertar
A cagada que cê tem feito.
Eu preciso descobrir
a encomenda sem sentido,
e na pele vou sentir
a emoção de estar contigo.
Ver o dia a amanhecê,
Por detrás do meu PC,
Mesmo que seja Domingo.
Refrão:
Faz de conta que ainda é Sexta,
Tudo on-going é a nossa ilusão.
Faz de conta que ainda é Sexta,
Ignorar o erro naquela sessão.
quarta-feira, junho 15, 2005
To all my old friends
Strangers when we meet
All my friends
Now seem so thin and frail
Slinky secrets
Hotter than the sun
No peachy prayers
No trendy rechauffe
I'm with you
So I can't go on
All my violence
Raining tears upon the sheet
I'm bewildered/resentful
For we're strangers when we meet
Blank screen TV
Preening ourselves in the snow
Forget my name
But I'm over you
Blended sunrise
And it's a dying world
Humming Rheingold
We scavenge up our clothes
Cold tired fingers
Tapping out your memories
Halfway sadness
Dazzled by the new
Your embrace
Was all that I feared
That whirling room
We trade by vendu
Steely resolve
Is falling from me
My poor soul
All bruised passivity
All your regrets
Ride rough-shod over me
I'm so glad
That we're strangers when we meet
I'm so thankful
That we're strangers when we meet
I'm in clover
For we're strangers when we meet
Heel head over
And we're strangers when we meet
David Bowie, Outside
All my friends
Now seem so thin and frail
Slinky secrets
Hotter than the sun
No peachy prayers
No trendy rechauffe
I'm with you
So I can't go on
All my violence
Raining tears upon the sheet
I'm bewildered/resentful
For we're strangers when we meet
Blank screen TV
Preening ourselves in the snow
Forget my name
But I'm over you
Blended sunrise
And it's a dying world
Humming Rheingold
We scavenge up our clothes
Cold tired fingers
Tapping out your memories
Halfway sadness
Dazzled by the new
Your embrace
Was all that I feared
That whirling room
We trade by vendu
Steely resolve
Is falling from me
My poor soul
All bruised passivity
All your regrets
Ride rough-shod over me
I'm so glad
That we're strangers when we meet
I'm so thankful
That we're strangers when we meet
I'm in clover
For we're strangers when we meet
Heel head over
And we're strangers when we meet
David Bowie, Outside
quinta-feira, junho 02, 2005
Espólio do Pasquim Indigente, 1
O Pasquim Indigente - 12 de Janeiro de 2006
"Guerra aberta às rectas
Num país habituado a ocupar o último lugar nas estatísticas europeias de desenvolvimento, esta notícia prova que ainda há portugueses que com o seu rasgo, honram a memória de um Albuquerque ou de um Gama.
Na passada semana o Presidente da Câmara de Sacitob fez aprovar por aclamação a visionária medida que irá por um ponto final nas rectas ainda existentes neste município.
Esta decisão foi brilhantemente sintetizada pelo próprio autor desta revolucionária medida no discurso de encerramento dos trabalhos:
- As rotundas constituem o último passo da evolução da humanidade, iniciada hà milhões de anos atrás quando os nossos primitivos antepassados inventaram a roda.
Esta medida insere-se num programa mais vasto iniciado há já alguns anos com a construção da primeira rotunda, obra mal compreendida pelas gentes locais, que não viam nela qualquer utilidade, para além de constituir um excelente bebedouro para as vacas, o que até vinha a calhar, uma vez que o bebedouro centenário original fora mandado demolir pelo excelentissimo autarca.
Na passada semana o Presidente da Câmara de Sacitob fez aprovar por aclamação a visionária medida que irá por um ponto final nas rectas ainda existentes neste município.
Esta decisão foi brilhantemente sintetizada pelo próprio autor desta revolucionária medida no discurso de encerramento dos trabalhos:
- As rotundas constituem o último passo da evolução da humanidade, iniciada hà milhões de anos atrás quando os nossos primitivos antepassados inventaram a roda.
Esta medida insere-se num programa mais vasto iniciado há já alguns anos com a construção da primeira rotunda, obra mal compreendida pelas gentes locais, que não viam nela qualquer utilidade, para além de constituir um excelente bebedouro para as vacas, o que até vinha a calhar, uma vez que o bebedouro centenário original fora mandado demolir pelo excelentissimo autarca.
Ao longo dos anos esta autarquia tem promovido a construção de infraestruturas semelhantes, estrategicamente localizadas e os locais são unânimes em reconhecer que o trânsito flui perfeitamente pelas artérias da vila, não havendo sinais de potenciais congestionamentos no tráfego, à semelhança aliás do que já acontecia antes da construção das mesmas.
O que agora se anuncia é o fechar de um ciclo, ou melhor dizendo, de um círculo. Trata-se do verdadeiro ovo de Colombo: Uma vez que as rotundas eliminam e evitam os congestionamentos de tráfego, então quanto maior for o número de rotundas, mais harmoniosamente os veículos circularão.
Assim o que nos propõe este estulto dirigente é o extermínio das rectas. O projecto comporta a construção de uma cadeia de rotundas cujo perímetro total alcançará, concluída a última fase da obra, os 323 Km.
O projecto tem despertado o interesse da comunidade internacional, tendo a Vila já recebido a visita de uma comissão Japonesa, no sentido de adoptar esta solução rodoviária para as principais cidades nipónicas. Os japoneses mostraram-se entusiasmados com a sugestão Zen que o círculo da rotunda transporta, havendo no entanto suspeitas que este entusiasmo se deveu ao palhete ingerido horas antes na Adega do Sr. Guilhermino.
Este empreendimento teve já repercursões nos sectores mais inesperados, nomeadamente nos Estados Unidos da América, farol da humanidade no último Século.A National Association for Stock Car Auto Racing propõe-se a incluir no campeonato do próximo ano as inéditas 500 milhas de Sacitob, propondo-se desenhar um circuíto decalcado no já famoso complexo de rotundas."
quarta-feira, junho 01, 2005
sábado, maio 28, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
O Velho e o Rio
O meu velho não é do mar,
é do rio.
A amostra em vez do arpão,
Os gralheiros às correntes,
A cardiela é a ondulação.
As focas transformam-se em lontras.
Não há navios no calhau
e o blue marlin é uma peixe arco-íris.
O meu velho não é do mar,
é do rio.
Confunde-se com as suas margens,
Furtivo.Imagino-o puto reguila,
a ouvir os truques segredados pelos velhos transgressores,
Que à noite armavam cordas
e deixavam redes a ameijoar.
O meu velho inventa nomes mágicos para as coisas,
O Corgo da Água Fria,
O Poço das Pingas,
A Volta da Cerdeira,
O Bogão.
E recorda as proezas que aconteceram nesses lugares,
Ali, no outro dia escapou-me uma de Quilo.
Acolá sem sair do sítio tirei seis, todas com a medida.
É o único pescador não mentiroso que conheço.
De todas as vezes, repete os mesmos conselhos,
e eu ouço-os sempre com o mesmo encantamento da primeira vez.
Lança para ali que tiras uma truta.
e tirei.
O meu velho ria.
é do rio.
A amostra em vez do arpão,
Os gralheiros às correntes,
A cardiela é a ondulação.
As focas transformam-se em lontras.
Não há navios no calhau
e o blue marlin é uma peixe arco-íris.
O meu velho não é do mar,
é do rio.
Confunde-se com as suas margens,
Furtivo.Imagino-o puto reguila,
a ouvir os truques segredados pelos velhos transgressores,
Que à noite armavam cordas
e deixavam redes a ameijoar.
O meu velho inventa nomes mágicos para as coisas,
O Corgo da Água Fria,
O Poço das Pingas,
A Volta da Cerdeira,
O Bogão.
E recorda as proezas que aconteceram nesses lugares,
Ali, no outro dia escapou-me uma de Quilo.
Acolá sem sair do sítio tirei seis, todas com a medida.
É o único pescador não mentiroso que conheço.
De todas as vezes, repete os mesmos conselhos,
e eu ouço-os sempre com o mesmo encantamento da primeira vez.
Lança para ali que tiras uma truta.
e tirei.
O meu velho ria.
quarta-feira, maio 18, 2005
Masturbação no curriculum
Fim do mundo!
Expresso - 14 Mai 05
"Educação sexual polémica
Alguns manuais escolares, elaborados em consonância com as novas orientações dos Ministérios da Educação e da Saúde, propõem aos professores exercícios para crianças de 10 e 11 anos tais como colorir «partes do corpo que gostam que sejam tocadas».
Outra sugestão é pedir aos alunos que indiquem «manifestações sexuais», dando como exemplos a «manipulação dos órgãos genitais, beijos entre namorados e relação sexual». Estes manuais estão a provocar acesa polémica entre os educadores.
Educação Sexual Programas sem controlo
Um teatro sugerido para o 2.º e 3.º ciclos: 5 alunos «fazem» uma viagem de avião e chegam a uma terra onde a maioria da população é homossexual. Improvisam-se diálogos entre viajantes e população e o debate deve ser orientado para questões como: um comportamento é saudável ou normal porque é maioritário? Outro exercício, para o 1.º ciclo, é falar sobre os diversos tipos de família a partir deste desenho
EM EXERCÍCIO de 50 minutos, destinado a turmas do 5.º e do 6.º ano, propõe que, durante a aula, os professores ponham os alunos de 10 a 12 anos a pensarem no maior número possível de sinónimos para palavras como testículos, pénis, vagina ou relação sexual. De acordo com os manuais para os professores é «normal e aceitável utilizar expressões consideradas menos adequadas» e que podem mesmo «causar embaraço ou tornar-se desagradáveis». No final, e esgotadas todas as hipóteses, os estudantes devem afixar num «placard» o resultado deste trabalho.
Este é um dos exemplos das tarefas propostas para o ensino de Educação Sexual, uma matéria transversal, isto é, que pode ser dada por qualquer professor e em qualquer disciplina entre o 1.º e os 12.º anos de escolaridade. Em Outubro de 2000, os Ministérios da Educação e da Saúde produziram umas «linhas orientadoras da Educação Sexual em Meio Escolar» que passaram a estar em vigor. Foram feitos manuais e sugeridos textos para ajudar os professores, mas nunca foi feita qualquer avaliação. Neste momento, ninguém sabe como foi dada, por quem e a quantos alunos chegou esta informação. Muito menos se apurou a eficácia deste tipo de conteúdos.
«Ridículo».
Esta ficha, integrada num livro espanhol sugerido pelo Ministério da Educação, pretende introduzir nas salas de aula do 1.º ciclo a questão da masturbação. O professor deve perguntar: o que está o rapaz a tocar (o mesmo para a rapariga)? Já fizeste isso? Onde o fazes? Com quem o fazes?
Para Manuela Calheiros, psicóloga e professora universitária, «o exercício proposto é ridículo». Mas esse não é o maior problema deste projecto educativo. Com efeito, por não ser «testado, por não ser feita formação de professores e avaliados os resultados», há aqui «uma falha gravíssima», tanto mais que ninguém sabe «quem é responsável» pelas eventuais falhas cometidas. Manuela Calheiros vai mais longe: «não há contexto emocional» em todos os conteúdos programáticos sobre sexualidade, tal como ausentes estão «as famílias, o próprio envolvimento cultural e, mais grave, a possibilidade de qualquer pessoa dizer ‘não’». Para a psicóloga, mais importante do que enumerar e enunciar os actos sexuais - sejam eles quais forem - «é formar os alunos para sentimentos positivos e negativos» e, nesse processo, «aprender a conhecer-se e reconhecer que pode recusar situações ou atitudes que não aceite».
Outra proposta de trabalho apresentada nos manuais de apoio aos professores, tendo como destinatários crianças de 10 e 11 anos, consiste em pôr os alunos a colorir uma figura (masculina ou feminina), para depois assinalarem «as partes do corpo que elas gostam, ou não, que sejam tocadas. Estes desenhos podem ser recolhidos de forma a constituírem informação para o professor». Outra sugestão passa por pedir aos alunos que façam «uma lista com todas as manifestações sexuais que venham à ideia, colocando à frente de cada um o tipo de sensações presentes». Como exemplos sugeridos aos professores são elencados: «manipulação dos órgãos genitais, beijos entre namorados, relação sexual».
Pais fora de jogo?..."
http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp
Expresso - 14 Mai 05
"Educação sexual polémica
Alguns manuais escolares, elaborados em consonância com as novas orientações dos Ministérios da Educação e da Saúde, propõem aos professores exercícios para crianças de 10 e 11 anos tais como colorir «partes do corpo que gostam que sejam tocadas».
Outra sugestão é pedir aos alunos que indiquem «manifestações sexuais», dando como exemplos a «manipulação dos órgãos genitais, beijos entre namorados e relação sexual». Estes manuais estão a provocar acesa polémica entre os educadores.
Educação Sexual Programas sem controlo
Um teatro sugerido para o 2.º e 3.º ciclos: 5 alunos «fazem» uma viagem de avião e chegam a uma terra onde a maioria da população é homossexual. Improvisam-se diálogos entre viajantes e população e o debate deve ser orientado para questões como: um comportamento é saudável ou normal porque é maioritário? Outro exercício, para o 1.º ciclo, é falar sobre os diversos tipos de família a partir deste desenho
EM EXERCÍCIO de 50 minutos, destinado a turmas do 5.º e do 6.º ano, propõe que, durante a aula, os professores ponham os alunos de 10 a 12 anos a pensarem no maior número possível de sinónimos para palavras como testículos, pénis, vagina ou relação sexual. De acordo com os manuais para os professores é «normal e aceitável utilizar expressões consideradas menos adequadas» e que podem mesmo «causar embaraço ou tornar-se desagradáveis». No final, e esgotadas todas as hipóteses, os estudantes devem afixar num «placard» o resultado deste trabalho.
Este é um dos exemplos das tarefas propostas para o ensino de Educação Sexual, uma matéria transversal, isto é, que pode ser dada por qualquer professor e em qualquer disciplina entre o 1.º e os 12.º anos de escolaridade. Em Outubro de 2000, os Ministérios da Educação e da Saúde produziram umas «linhas orientadoras da Educação Sexual em Meio Escolar» que passaram a estar em vigor. Foram feitos manuais e sugeridos textos para ajudar os professores, mas nunca foi feita qualquer avaliação. Neste momento, ninguém sabe como foi dada, por quem e a quantos alunos chegou esta informação. Muito menos se apurou a eficácia deste tipo de conteúdos.
«Ridículo».
Esta ficha, integrada num livro espanhol sugerido pelo Ministério da Educação, pretende introduzir nas salas de aula do 1.º ciclo a questão da masturbação. O professor deve perguntar: o que está o rapaz a tocar (o mesmo para a rapariga)? Já fizeste isso? Onde o fazes? Com quem o fazes?
Para Manuela Calheiros, psicóloga e professora universitária, «o exercício proposto é ridículo». Mas esse não é o maior problema deste projecto educativo. Com efeito, por não ser «testado, por não ser feita formação de professores e avaliados os resultados», há aqui «uma falha gravíssima», tanto mais que ninguém sabe «quem é responsável» pelas eventuais falhas cometidas. Manuela Calheiros vai mais longe: «não há contexto emocional» em todos os conteúdos programáticos sobre sexualidade, tal como ausentes estão «as famílias, o próprio envolvimento cultural e, mais grave, a possibilidade de qualquer pessoa dizer ‘não’». Para a psicóloga, mais importante do que enumerar e enunciar os actos sexuais - sejam eles quais forem - «é formar os alunos para sentimentos positivos e negativos» e, nesse processo, «aprender a conhecer-se e reconhecer que pode recusar situações ou atitudes que não aceite».
Outra proposta de trabalho apresentada nos manuais de apoio aos professores, tendo como destinatários crianças de 10 e 11 anos, consiste em pôr os alunos a colorir uma figura (masculina ou feminina), para depois assinalarem «as partes do corpo que elas gostam, ou não, que sejam tocadas. Estes desenhos podem ser recolhidos de forma a constituírem informação para o professor». Outra sugestão passa por pedir aos alunos que façam «uma lista com todas as manifestações sexuais que venham à ideia, colocando à frente de cada um o tipo de sensações presentes». Como exemplos sugeridos aos professores são elencados: «manipulação dos órgãos genitais, beijos entre namorados, relação sexual».
Pais fora de jogo?..."
http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp
quarta-feira, maio 11, 2005
O tempo perdido: A ouvir passar os comboios
A primeira vez que senti um rebentamento pensei que o meu coração ía explodir naquele instante. A actividade no Bunker decorria com a mecânica normalidade de um formigueiro. Alguns escriturários sentados em frente aos respectivos monitores, ligados umbilicalmente aos teclados, outros caminhando apressadamente pelos corredores segurando um monte de papeis na mão, onde seguramente se traçaria o futuro da guerra e da humanidade.
A bomba anuncia a sua chegada com um silvo, primeiro distante, depois na vertigem de um instante tudo paralisa com o estrondo da explosão. O edifício contorce-se até às fundações, as entranhas da terra rugem, o coração dispara durante os cinco segundos em que demoramos a perceber que afinal não estamos mortos. O nó no estômago desfaz-se e um suor gelado escorre pela fronte apavorada do nosso rosto.
Os meus companheiros de abrigo, talvez pela já longa duração da guerra, permanecem imperturbáveis a estas mortes anunciadas. Parecem ter entrado num estado de torpor mecânico, fazendo lembrar um velho motor de barco pesqueiro.
Apesar de inicialmente me ter parecido incompreensível como era possível que aquelas pessoas permanecessem impassíveis face à proximidade do seu fim, acabei por incorporar o mesmo estado letárgico e alienado. A rotina tritura até a tragédia dos acontecimentos mais catastróficas. O que é banal e previsível rapidamente se torna familiar, normal, mesmo que a norma seja o Inferno na Terra. A guerra tornou-se previsível, ao ponto de conseguir planificar ao minuto os rebentamentos dos obuses.
A primeira bomba caía pontualmente por volta das 8h47. Era um rebentamento longo, mas distante. Seguramente atacavam outro dos nossos postos avançados.
O período entre as 11h e as 12h30 era onde se concentravam mais ataques, havia explosões consecutivas, não sendo possível comunicar com ninguém durante largos minutos, a não ser aos gritos. Por volta das 18h23 acontecia a maior explosão e certamente a mais bem direccionada. Todo o edifício estremecia com a força do impacto, prolongando-se por um tempo que pareciam horas.
Por vezes verificavam-se ligeiros atrasos. Esses eram os piores momentos. As previsões falhavam, deixavamos de ter o controlo dos acontecimentos.Qualquer instante poderia ser o último, mas com o arrastar dos meses, até os atrasos se tornaram pontuais.Viviamos o futuro a cada instante.Era proibido fumar.
A bomba anuncia a sua chegada com um silvo, primeiro distante, depois na vertigem de um instante tudo paralisa com o estrondo da explosão. O edifício contorce-se até às fundações, as entranhas da terra rugem, o coração dispara durante os cinco segundos em que demoramos a perceber que afinal não estamos mortos. O nó no estômago desfaz-se e um suor gelado escorre pela fronte apavorada do nosso rosto.
Os meus companheiros de abrigo, talvez pela já longa duração da guerra, permanecem imperturbáveis a estas mortes anunciadas. Parecem ter entrado num estado de torpor mecânico, fazendo lembrar um velho motor de barco pesqueiro.
Apesar de inicialmente me ter parecido incompreensível como era possível que aquelas pessoas permanecessem impassíveis face à proximidade do seu fim, acabei por incorporar o mesmo estado letárgico e alienado. A rotina tritura até a tragédia dos acontecimentos mais catastróficas. O que é banal e previsível rapidamente se torna familiar, normal, mesmo que a norma seja o Inferno na Terra. A guerra tornou-se previsível, ao ponto de conseguir planificar ao minuto os rebentamentos dos obuses.
A primeira bomba caía pontualmente por volta das 8h47. Era um rebentamento longo, mas distante. Seguramente atacavam outro dos nossos postos avançados.
O período entre as 11h e as 12h30 era onde se concentravam mais ataques, havia explosões consecutivas, não sendo possível comunicar com ninguém durante largos minutos, a não ser aos gritos. Por volta das 18h23 acontecia a maior explosão e certamente a mais bem direccionada. Todo o edifício estremecia com a força do impacto, prolongando-se por um tempo que pareciam horas.
Por vezes verificavam-se ligeiros atrasos. Esses eram os piores momentos. As previsões falhavam, deixavamos de ter o controlo dos acontecimentos.Qualquer instante poderia ser o último, mas com o arrastar dos meses, até os atrasos se tornaram pontuais.Viviamos o futuro a cada instante.Era proibido fumar.
terça-feira, maio 10, 2005
sexta-feira, abril 29, 2005
A Ler: Verdade Tropical
Um emaranhado de conexações, afinidades e rupturas.
Um belo mapa para percorrer e apreciar a autêntica floresta de sons que é a MPB tendo como guia o génio de Caetano Veloso.
Novas referências, que já conhecia de ouvido, para explorar: Jorge Ben, Ray Charles, Telonious Monks.
As referências a Dorival Caimmy e João Gilberto são deliciosas e percebo agora mais claramente as influências, evoluções e rupturas.
Também para mim "Chega de saudade" é a grande referência do movimento da Bossa Nova.
Estranhamente, não é feita qualquer referência aos Bi-Bossa.
Um belo mapa para percorrer e apreciar a autêntica floresta de sons que é a MPB tendo como guia o génio de Caetano Veloso.
Novas referências, que já conhecia de ouvido, para explorar: Jorge Ben, Ray Charles, Telonious Monks.
As referências a Dorival Caimmy e João Gilberto são deliciosas e percebo agora mais claramente as influências, evoluções e rupturas.
Também para mim "Chega de saudade" é a grande referência do movimento da Bossa Nova.
Estranhamente, não é feita qualquer referência aos Bi-Bossa.
quarta-feira, abril 13, 2005
Caça ao gato
No improvável Winsconsin, a malta, como anda um bocado aborrecida, está prestes a decidir abrir a caça ao Gato.
E que tal abrir a caça ao pombo nas grandes cidades?
Esses ratos com asas que cagam tudo e devoram o milho dos velhinhos, que desprotegidos são atacados nos bancos do jardim!
Bloody Yankees...
E que tal abrir a caça ao pombo nas grandes cidades?
Esses ratos com asas que cagam tudo e devoram o milho dos velhinhos, que desprotegidos são atacados nos bancos do jardim!
Bloody Yankees...
terça-feira, abril 12, 2005
O tempo perdido. A ver passar os comboios
Sempre que ia a Chaves com os meus pais, o acontecimento era de grande excitação, uma vez que havia sempre a perspectiva de uma prenda, invariavelmente um carrinho de brincar da matchbox, mas no meu inconsciente nascia sempre o sabor da aventura de ir à cidade, sítio de infindáveis possibilidades e novas experiências.
A minha Mãe lá me arrastava pela rua Direita acima sob a ameaça de um par de bofardos, caso eu não parasse de meter o nariz em tudo.
Havia também os eclairs e os mil-folhas do Aurora, que constituíam mais um delicioso motivo de interesse nestas viagens ao Novo Mundo.
Mas o momento que eu mais aguardava era aquele ponto mágico da viagem, em que a estrada se encontrava com a linha do comboio.
Já tinha decoradas as curvas e contra curvas que antecediam o local. Após passar junto ao café de Curalha, iniciava-se a descida, sendo que a meio aparecia o Tâmega e a ponte ferroviária, que sempre me pareceu incrivelmente estreita. Os carris rompiam abruptamente de um rasgo na rocha da serra em frente, prolongando-se pela ponte, descrevendo depois uma curva apertada para entrar no cais de mercadorias, ao lado da estrada.
A aproximação final era uma longa parabólica, que parecia ter sido assim desenhada para prolongar e aumentar a excitação dos últimos momentos, antes que se avistassem as cancelas e a casinha do guarda.
Todo o espaço-tempo se recurvava para esse momento sublime e ao mesmo tempo assustador em que eu, não contendo a ansiedade ouvia, sentia e finalmente via a grande locomotiva (nos primórdios ainda a carvão) a aproximar-se vagarosamente, miraculosamente sem sair dos trilhos, arrastando os três velhos vagões de madeira.
A desilusão que era sempre que as cancelas estavam abertas...
A minha Mãe lá me arrastava pela rua Direita acima sob a ameaça de um par de bofardos, caso eu não parasse de meter o nariz em tudo.
Havia também os eclairs e os mil-folhas do Aurora, que constituíam mais um delicioso motivo de interesse nestas viagens ao Novo Mundo.
Mas o momento que eu mais aguardava era aquele ponto mágico da viagem, em que a estrada se encontrava com a linha do comboio.
Já tinha decoradas as curvas e contra curvas que antecediam o local. Após passar junto ao café de Curalha, iniciava-se a descida, sendo que a meio aparecia o Tâmega e a ponte ferroviária, que sempre me pareceu incrivelmente estreita. Os carris rompiam abruptamente de um rasgo na rocha da serra em frente, prolongando-se pela ponte, descrevendo depois uma curva apertada para entrar no cais de mercadorias, ao lado da estrada.
A aproximação final era uma longa parabólica, que parecia ter sido assim desenhada para prolongar e aumentar a excitação dos últimos momentos, antes que se avistassem as cancelas e a casinha do guarda.
Todo o espaço-tempo se recurvava para esse momento sublime e ao mesmo tempo assustador em que eu, não contendo a ansiedade ouvia, sentia e finalmente via a grande locomotiva (nos primórdios ainda a carvão) a aproximar-se vagarosamente, miraculosamente sem sair dos trilhos, arrastando os três velhos vagões de madeira.
A desilusão que era sempre que as cancelas estavam abertas...
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